Eis a grande atração
do tempo moderno:
atingir a mais alta contemplação
e manter-se misturado com todos,
lado a lado com os homens.
Diria mais:
perder-se no meio da multidão,
para impregná-la do divino,
como se ensopa
um naco de pão no vinho.
Diria mais:
partícipes dos desígnios de Deus
sobre a humanidade,
traçar sobre a multidão recamos de luz
e, ao mesmo tempo, dividir com o próximo
a injúria, a fome, os golpes, as alegrias fugazes.
Porque a atração
do nosso, como de todos os tempos,
é o que de mais humano e mais divino
se possa pensar:
Jesus e Maria,
o Verbo de Deus, filho de um carpinteiro;
a Sede da Sabedoria, mãe de família.
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